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Caravela Virtual

Encontrei o divino dentro do meu coração

24 de abril de 2019

Encontrei o divino dentro do meu coração
Meu lado de dentro é meu altar sagrado. A minha fé está em mim e não nos lugares que o homem inventou. Dentro de mim existe um templo onde me sento para falar com Deus e restaurar minhas forças (A. Desconhecido). Dei a este ponto central o nome de ‘Si mesmo’ que também pode ser chamado de ‘Deus em nós’ (Carl Jung). Uma antiga lenda hindu conta que houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram de tal maneira de sua divindade que Brahma, o mestre dos deuses, resolveu retirar-lhes o poder divino e de escondê-lo em um lugar impossível de alcançá-lo. Mas o grande problema era encontrar um lugar seguro para esse poder divino. Os deuses menores convocados para uma reunião, a fim de resolver o problema, propuseram o seguinte: “Enterremos a divindade nas profundezas da terra”. Mas Brahma respondeu: “Não, isto não é suficiente, pois o homem cavará a terra e a encontrará”. Então, os deuses replicaram: “Nesse caso, lancemos a divindade no mais profundo dos oceanos”. Mas Brahma não aceitou a nova proposta dizendo que, mais cedo ou mais tarde, o homem explorará as profundezas de todos os oceanos e certamente que um dia a encontrarão e tomarão posse do tesouro.  Então, os deuses menores concluíram: Sendo assim, não sabemos onde escondê-la, já que parece não existir na terra ou no mar um lugar que o homem não possa um dia descobrir. Então Brahma disse: “Eis o que faremos da divindade do homem; nós a esconderemos no mais profundo dele mesmo, em seu coração, pois este é o lugar que ele jamais pensará em encontrá-la.” A lenda diz que, desde esse tempo, o homem percorreu a terra, explorou a lua, escalou as mais altas montanhas, mergulhou nas profundezas dos oceanos, penetrou na terra, sempre à procura de alguma coisa que se encontra NELE MESMO (Lenda Hindu). Nesse momento, aquilo que se revelará aos povos surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto, quando na verdade terá sido o óbvio (Caetano Veloso). Somos nós que temos colocado as nossas mãos diante de nossos olhos e reclamado que está escuro.